Veneno de vespa brasileira mata células de câncer sem atingir células saudáveis

Mais uma sobre a cura do câncer.

Vespas têm péssima reputação. Até as abelhas, cuja picada é igualmente dolorida, são mais queridas — afinal, fazem mel e até que são fofinhas.

Mas uma nova descoberta científica revelou que temos sido injustos com as vespas.

Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) descobriram que o veneno de vespa tem o poder de atacar células cancerosas sem atingir células saudáveis. A pesquisa foi realizada em parceria com a University of Leeds.

A toxina responsável chama-se Polybia-MP1, e é produzida pela vespa Polybia paulista — a famosa “paulistinha“.

O estudo, publicado nesta terça-feira (1) no periódico Biophysical Journal , descreve como o MP1 reage com moléculas de gordura que existem apenas na membrana dascélulas cancerosas.

Assim, a toxina abre furos nas células, tornando-as mais permeáveis. De acordo com João Ruggiero Neto, da Unesp, co-autor da pesquisa, esses buracos levam “apenas segundos” para se formarem, e permitem que moléculas como RNA e outras proteínas escapem da célula, inutilizando-a.

Testes já demonstraram que a toxina pode inibir o crescimento de células de câncer de próstata, de bexiga e de leucemia, que se mostraram resistentes a uma série de outros tratamentos.

A descoberta é especialmente excitante porque pode dar início a uma classe inteiramente nova de tratamento anticâncer.

Agora, os pesquisadores devem continuar investigando as propriedades do veneno para que ele finalmente possa ser utilizado para fins terapêuticos.

Fonte: Brasil Post

Pesquisadores da USP acreditam que desenvolveram cura do câncer, mas são impedidos de disponibilizar ao público

Medicamento desenvolvido por professor da USP já curou várias pessoas. (Fonte: Reprodução/EPTV)

Medicamento desenvolvido por professor da USP já curou várias pessoas. (Fonte: Reprodução/EPTV)

O professor da USP de São Carlos, Gilberto Orivaldo Chierice, diz ter descoberto a cura do câncer a partir de uma pesquisa iniciada há 20 anos com a fosfoetanolamina sintética.

Segundo os pesquisadores, eles tentaram a comercialização por meio de grandes farmacêuticas, mas elas exigem que eles cedam a patente do medicamento. Eles, então, ficaram com medo de elas afirmarem que o medicamento não funciona e inviabilizarem a cura. Por isso, não cederam a patente.

Já fizeram o pedido formal à ANVISA quatro vezes solicitando um hospital público para testar o medicamento, mas não foram atendidos.

Enquanto isso, pessoas que conseguiram o medicamento têm se curado com sucesso. Um dos beneficiados, inclusive, aprendeu a produzir o medicamento com o professor para distribuí-lo de graça, mas foi preso.

Por conta das dificuldades de se produzir o medicamento em larga escala no Brasil, os pesquisadores estão cogitando produzi-lo por meio de uma parceria internacional.

Saiba mais sobre esta história lendo a entrevista ou assistindo ao vídeo aqui.

“ETs ajudam a manter a paz na Terra”, diz astronauta que caminhou na Lua

Mitchell em sua caminhada na Lua (Foto: Reprodução/NASA)

Mitchell em sua caminhada na Lua (Foto: Reprodução/NASA)

Alienígenas ajudam a manter a paz mundial. A frase poderia ser dita por qualquer pessoa, mas não foi. Saiu da boca de Edgar Mitchell, astronauta norte-americano que caminhou na superfície da Lua em 1971, durante missão da Apollo 14.

Hoje, aos 84 anos, Mitchell garante que ETs visitaram as bases nucleares dos Estados Unidos e da União Soviética durante a Guerra Fria. Nesse episódio, eles teriam desarmado mísseis que ameaçavam fortemente a estabilidade social da Terra.

“Conversei com oficiais das Forças Aéreas que trabalharam nestes locais durante a Guerra Fria. Eles disseram que OVNIs eram frequentemente vistos por lá e que os mísseis eram desarmados por eles. Outros oficiais baseados no Pacífico contaram que os seus mísseis chegaram a ser abatidos por nave alienígena em testes”,  contou Mitchell ao Daily Mirror.

Apesar das declarações do ex-astronauta, a Nasa não se pronunciou sobre o caso citado por ele. Recentemente, um ex-ministro da Defesa do Canadá já havia citado a mesma temática, afirmando que autoridades mundiais têm contato com ETs e que eles ajudam na manutenção do planeta enquanto local pacífico.

Fonte: Yahoo Brasil

Não, o mundo não vai acabar em setembro de 2015

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Se você faz parte de listas de discussão ou faz pesquisas sobre eventos solares, política imperialista e afins, já deve ter visto o alerta para “um evento monumental de proporções globais” que deve acontecer na Terra em setembro deste ano.

Pode até ser que aconteça algo como um grande evento econômico ou político ou algo parecido, mas não será o fim do mundo. Até porque, depois de analisar as razões que levaram essas pessoas a concluir que esse evento irá ocorrer, dá para perceber que há muita forçação de barra. Aqui vão alguns exemplos de argumentos usados para sustentar essa falsa previsão.

Argumento 1: Segundo o vídeo abaixo, “uma fonte” afirma que um cometa ou meteoro vai se chocar com a Terra no dia 23 de setembro. Esse cometa teria 2,5 milhas de largura e faz barulho. O cometa 67P, no qual a sonda Philae pousou em novembro do ano passado, tem 2,5 milhas de largura e faz barulho. Logo, conclui, trata-se do mesmo cometa e ficaria fácil entender por que a sonda pousou nele. Segundo a teoria, o cometa cairia em algum lugar no Oceano Pacífico, próximo da costa nordeste da América do Sul. Esse cometa foi descoberto em uma foto tirada do dia 11/9/1969, dia de eclipse solar e uma data importante do calendário judaico, além do dia em que a União Soviética fez um teste nuclear.
Resposta: Tá, mas e daí? É muito fácil pegar um dia no calendário e ver tudo o que de significativo aconteceu nesse dia. Isso não quer dizer nada. E, mais importante: o cometa 67P não estará na rota da Terra em setembro deste ano. Além disso, “uma fonte disse” é muito vago para se tirar conclusões.

Argumento 2: O Papa vai visitar a Casa Branca em 23 de setembro.
Resposta: Apenas uma coincidência. Certeza que o Vaticano tem seus próprios bunkers para o caso de algum evento global. O Papa e o Obama podem até anunciar algo juntos, se for o caso. Mas não é o fim do mundo. Aliás, o Papa vai participar da Assembleia da ONU.

Argumento 3: A 70ª Assembleia da ONU acontecerá de 15 a 28 de setembro, sendo que a ONU completa seu 70º aniversário no dia 25 de setembro.
Resposta: Isso também não quer dizer nada. Há a possibilidade de que haja uma proposta para a criação de um Estado Palestino.

Argumento 4: Um exercício militar conhecido por Jade Helm está programado para terminar nos EUA em 15 de setembro. Ao mesmo tempo, várias lojas Walmart estão fechando suas portas (muitos pensam que serão usadas como campos de relocação de pessoas). Já no Canadá, seria a vez do exercício militar Maple Resolve, que aconteceria ao mesmo tempo do fechamento de várias lojas Target.
Resposta: O Maple Resolve já aconteceu de abril a maio deste ano. Tanto esse exercício quanto o Jade Helm acontecem todos os anos. Já o fechamento das lojas não tem por que estar relacionado com os exercícios militares. É muito mais provavel que se deva a uma crise econômica, já que Sears e JCPenney também estão fechando muitas lojas.

Argumento 5: Um desenho dos Simpsons aponta 22/9 como momento do Arrebatamento.
Resposta: O desenho dos Simpsons já mostrou antecipadamente vários fatos reais. Mas, neste caso, ele não mostra uma data, e sim um número aleatório: 92200. Querer relacionar isso com a data do Arrebatamento é forçação.

Argumento 6: Setembro é o fim do ano Shemitá. Segundo a Torá, Shemitá é o descanso da terra da agricultura a cada sete anos. Assim, durante o ano Shemitá, os israelenses não podem lavrar a terra. Além disso, o último dia antes do fim do ano Shemitá é um dia em que os credores devem perdoar as dívidas. Esse último dia do ano Shemitá está historicamente relacionado a crises econômicas. O último dia do ano Shemitá de 2001, 17 de setembro (Elul 29 no calendário hebraico), foi o dia em que o mercado de ações americano abriu depois do 11/9. Aquele dia, a Dow Jones caiu 7% ou 684 pontos, a maior queda em pontos em um só dia na história de Wall Street. Esse recorde só foi superado no último dia do ano Shemitá seguinte, 29 de setembro de 2008 (também Elul 29 no calendário hebraico), em que a Dow Jones caiu 777 pontos (recorde até hoje). Anos Shemitás anteriores também teriam sinalizado o início de mudanças financeiras. O último dia deste ano Shemitá será 13 de setembro de 2015 (também Elul 29 no calendário hebraico), então alguns esperam um grande acontecimento financeiro para este dia.
Resposta: De fato, esses dados são comprovados. Podem ser apenas uma coincidência, ou será que essas quedas na bolsa americana se devem a um “perdão de dívidas” por parte do povo israelense? De qualquer forma, neste ano, 13 de setembro cai em um domingo, um dia em que as bolsas não operam. Mesmo que as ações caiam dia 14, se não for uma coincidência, será, no máximo, mais um grande evento da bolsa americana, que pode gerar mudanças financeiras mundiais.

Conclusão: não há motivo nenhum para pânico, mais uma vez. Nada realmente de efetivo que faça acreditar que um evento de proporções globais vai acontecer em setembro de 2015. Haverá eventos importantes, como Assembleia da ONU, visita do Papa à Casa Branca, etc. Mas, definitivamente, não é o fim do mundo, certo?

Chefão da NASA especula que pode haver vida em Marte

O vídeo é do final do ano passado, mas anda circulando agora. Nele, o administrador da NASA, Charles Bolden Jr., fala sobre a possibilidade de vida em Marte. O vídeo está em inglês, mas, em tradução livre, ele diz:

“Marte é um planeta-irmão da Terra, o mais provável do sistema solar que já abrigou vida em algum momento, pode abrigar agora e, definitivamente, pode sustentar a vida.”

Assista abaixo e veja outras evidências de vida em Marte aqui e aqui.

Hawilla, condenado no escândalo da FIFA, é sócio de herdeiro de João Roberto Marinho

J. Hawilla. Foto: reprodução

J. Hawilla. Foto: reprodução

Ao noticiar o escândalo de corrupção internacional de subornos no futebol que levou à prisão do ex-presidente da CBF, José Maria Marin, o Jornal Nacional da TV Globo omitiu informações relevantes ao telespectador.

A começar pelo fato de J. Hawilla ter sido diretor de esportes da própria Rede Globo em São Paulo – tendo sido antes repórter de campo – e já nessa época, começou paralelamente a comercializar placas de publicidade em estádios. Ali nascia o empresário com forte ligação com a emissora.

Em 2003 J. Hawilla fundou a TV TEM, sigla de Traffic Entertainment and Marketing, que forma uma cadeia de TVs afiliadas da Rede Globo no interior de São Paulo. As TVs de Hawilla cobrem quase metade do estado de São Paulo: 318 municípios e 7,8 milhões de habitantes, alcançando 49% do interior paulista. Entre as cidades cobertas estão, São José do Rio Preto, Bauru, Sorocaba e Jundiaí.

A dobradinha Hawilla-Globo não para por ai. Foi também do Grupo Globo que o empresário comprou, em 2009, o Diário de São Paulo. Ele já era dono da Rede Bom Dia, de jornais em cidades da área coberta pela TV TEM.

Faltou também o JN noticiar que, os negócios da Globo com Hawilla que fazem parte da programação nacional da emissora. A produtora TV 7, que é da Traffic, faz os programas Auto Esporte e o Pequenas Empresas, Grandes Negócios, apresentados na Globo aos domingos, já há alguns anos.

Mas o que ninguém sabe e nem a Globo conta é que J. Hawilla é sócio de Paulo Daudt Marinho, filho e herdeiro de João Roberto Marinho, na TV TEM de São José do Rio Preto (SP).

João Roberto Marinho é um dos três filhos de Roberto Marinho que herdou o império da Rede Globo. O próprio João Roberto é sócio de dois filhos de J. Hawilla (Stefano e Renata) na TV TEM de Sorocaba (SP). Aliás a avenida em São José do Rio Preto onde fica a TV TEM ganhou o nome de Avenida Jornalista Roberto Marinho, em homenagem ao fundador da ‘vênus platinada’.

No Jornal Nacional de quarta feira , muito brevemente, William Bonner citou a Globo, como se quisesse dizer aos espectador, “Não temos nada com isso”. O jornalista leu: “A TV Globo, que compra os direitos de muitas dessas competições, só tem a desejar que as investigações cheguem a bom termo e que o ambiente de negócios do futebol seja honesto”. Assim seco, sem entrar em detalhes.

J. Hawilla foi condenado nos Estados Unidos por extorsão, conspiração por fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça. Os crimes foram cometidos na intermediação de subornos para cartolas da Fifa, da CBF e outras confederações de futebol por contratos de direitos televisivos e de marketing. Ele admitiu os crimes e, para não ir para a cadeia, delatou quem recebia propinas e negociou pagar multa de quase meio bilhão de reais.

Entre suas operações mais comuns, estão propinas pagas à cartolagem dos clubes para intermediar a comercialização com emissoras de TV, como a TV Globo, dos direitos televisivos de transmissão dos jogos.

Segundo o departamento de Justiça dos Estados Unidos, as empresas de TV e de outras mídias pagavam à empresa de marketing de J. Hawilla, que conseguia os direitos de comercializar as transmissões, e depois repassava uma “comissão” aos cartolas.

As propinas acontecem há pelo menos 24 anos e envolveram jogos da Copa América, da Libertadores da América e do torneio Copa do Brasil, segundo os investigadores dos EUA.

Ao longo dos anos a maioria destes jogos no Brasil foram transmitidos com exclusividade pela TV Globo, que cedia alguns jogos para a TV Bandeirantes – mas sob limites rígidos – para livrar-se de acusações de concentração econômica e práticas anti-concorrenciais.

Se até o momento de fato não há acusações contra emissoras de TVs que tenham chegado ao conhecimento público, também é difícil afirmar que não pesam suspeitas. A Justiça dos Estados Unidos e o FBI disseram que as investigações estão apenas no começo.

Todo mundo tem direito à presunção de inocência e ao benefício da dúvida, mas depois de passar anos fazendo jornalismo na base da pré-condenação, testes de hipóteses, “domínio do fato” e do “ele não sabia?” para tentar fazer política demotucana, será difícil convencer o telespectador de que a Globo “não sabia” que seus sócios pagavam propinas a cartolas pela transmissão dos jogos que a emissora transmitiu.

Fonte: Correio do Brasil