Não, o mundo não vai acabar em setembro de 2015

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Se você faz parte de listas de discussão ou faz pesquisas sobre eventos solares, política imperialista e afins, já deve ter visto o alerta para “um evento monumental de proporções globais” que deve acontecer na Terra em setembro deste ano.

Pode até ser que aconteça algo como um grande evento econômico ou político ou algo parecido, mas não será o fim do mundo. Até porque, depois de analisar as razões que levaram essas pessoas a concluir que esse evento irá ocorrer, dá para perceber que há muita forçação de barra. Aqui vão alguns exemplos de argumentos usados para sustentar essa falsa previsão.

Argumento 1: Segundo o vídeo abaixo, “uma fonte” afirma que um cometa ou meteoro vai se chocar com a Terra no dia 23 de setembro. Esse cometa teria 2,5 milhas de largura e faz barulho. O cometa 67P, no qual a sonda Philae pousou em novembro do ano passado, tem 2,5 milhas de largura e faz barulho. Logo, conclui, trata-se do mesmo cometa e ficaria fácil entender por que a sonda pousou nele. Segundo a teoria, o cometa cairia em algum lugar no Oceano Pacífico, próximo da costa nordeste da América do Sul. Esse cometa foi descoberto em uma foto tirada do dia 11/9/1969, dia de eclipse solar e uma data importante do calendário judaico, além do dia em que a União Soviética fez um teste nuclear.
Resposta: Tá, mas e daí? É muito fácil pegar um dia no calendário e ver tudo o que de significativo aconteceu nesse dia. Isso não quer dizer nada. E, mais importante: o cometa 67P não estará na rota da Terra em setembro deste ano. Além disso, “uma fonte disse” é muito vago para se tirar conclusões.

Argumento 2: O Papa vai visitar a Casa Branca em 23 de setembro.
Resposta: Apenas uma coincidência. Certeza que o Vaticano tem seus próprios bunkers para o caso de algum evento global. O Papa e o Obama podem até anunciar algo juntos, se for o caso. Mas não é o fim do mundo. Aliás, o Papa vai participar da Assembleia da ONU.

Argumento 3: A 70ª Assembleia da ONU acontecerá de 15 a 28 de setembro, sendo que a ONU completa seu 70º aniversário no dia 25 de setembro.
Resposta: Isso também não quer dizer nada. Há a possibilidade de que haja uma proposta para a criação de um Estado Palestino.

Argumento 4: Um exercício militar conhecido por Jade Helm está programado para terminar nos EUA em 15 de setembro. Ao mesmo tempo, várias lojas Walmart estão fechando suas portas (muitos pensam que serão usadas como campos de relocação de pessoas). Já no Canadá, seria a vez do exercício militar Maple Resolve, que aconteceria ao mesmo tempo do fechamento de várias lojas Target.
Resposta: O Maple Resolve já aconteceu de abril a maio deste ano. Tanto esse exercício quanto o Jade Helm acontecem todos os anos. Já o fechamento das lojas não tem por que estar relacionado com os exercícios militares. É muito mais provavel que se deva a uma crise econômica, já que Sears e JCPenney também estão fechando muitas lojas.

Argumento 5: Um desenho dos Simpsons aponta 22/9 como momento do Arrebatamento.
Resposta: O desenho dos Simpsons já mostrou antecipadamente vários fatos reais. Mas, neste caso, ele não mostra uma data, e sim um número aleatório: 92200. Querer relacionar isso com a data do Arrebatamento é forçação.

Argumento 6: Setembro é o fim do ano Shemitá. Segundo a Torá, Shemitá é o descanso da terra da agricultura a cada sete anos. Assim, durante o ano Shemitá, os israelenses não podem lavrar a terra. Além disso, o último dia antes do fim do ano Shemitá é um dia em que os credores devem perdoar as dívidas. Esse último dia do ano Shemitá está historicamente relacionado a crises econômicas. O último dia do ano Shemitá de 2001, 17 de setembro (Elul 29 no calendário hebraico), foi o dia em que o mercado de ações americano abriu depois do 11/9. Aquele dia, a Dow Jones caiu 7% ou 684 pontos, a maior queda em pontos em um só dia na história de Wall Street. Esse recorde só foi superado no último dia do ano Shemitá seguinte, 29 de setembro de 2008 (também Elul 29 no calendário hebraico), em que a Dow Jones caiu 777 pontos (recorde até hoje). Anos Shemitás anteriores também teriam sinalizado o início de mudanças financeiras. O último dia deste ano Shemitá será 13 de setembro de 2015 (também Elul 29 no calendário hebraico), então alguns esperam um grande acontecimento financeiro para este dia.
Resposta: De fato, esses dados são comprovados. Podem ser apenas uma coincidência, ou será que essas quedas na bolsa americana se devem a um “perdão de dívidas” por parte do povo israelense? De qualquer forma, neste ano, 13 de setembro cai em um domingo, um dia em que as bolsas não operam. Mesmo que as ações caiam dia 14, se não for uma coincidência, será, no máximo, mais um grande evento da bolsa americana, que pode gerar mudanças financeiras mundiais.

Conclusão: não há motivo nenhum para pânico, mais uma vez. Nada realmente de efetivo que faça acreditar que um evento de proporções globais vai acontecer em setembro de 2015. Haverá eventos importantes, como Assembleia da ONU, visita do Papa à Casa Branca, etc. Mas, definitivamente, não é o fim do mundo, certo?

O Planeta X pode realmente existir — mas isto a gente já sabia

Imagem: Don Dixon/ cosmographica.com

Imagem: Don Dixon/ cosmographica.com

Pelo menos dois planetas maiores do que a Terra provavelmente se escondem nas profundezas escuras do espaço muito além de Plutão, apenas esperando para ser descobertos, sugere uma nova análise das órbitas dos “objetos extremos transnetunianos” (ETNOs).

Pesquisadores estudaram 13 ETNOs — corpos gélidos, como o planeta-anão Sedna, que circundam o Sol a grandes distâncias em trajetórias elípticas.

Segundo membros da equipe de estudo, a teoria prevê um certo conjunto de detalhes para órbitas ETNO. Por exemplo, elas devem ter um semi-eixo maior, ou distância média do Sol, de cerca de 150 unidades astronômicas (UA) (1 UA é a distância entre a Terra e o Sol — cerca de 93 milhões de milhas ou 150 milhões de quilômetros). Essas órbitas também devem ter uma inclinação em relação ao plano do sistema solar de quase 0 grau, entre outras características.

Mas as órbitas reais dos 13 ETNOs são bastante diferentes, com semi-eixos maiores que variam 150-525 UA e inclinações médias de cerca de 20 graus.

“Esse excesso de objetos com parâmetros orbitais inesperados nos faz acreditar que algumas forças invisíveis estão alterando a distribuição dos elementos orbitais dos ETNOs, e consideramos que a explicação mais provável é a de que outros planetas desconhecidos existem além de Netuno e Plutão”, disse em um comunicado o autor principal Carlos de la Fuente Marcos, da Universidade Complutense de Madrid.

“O número exato é incerto, uma vez que os dados que temos são limitados, mas nossos cálculos sugerem que existem pelo menos dois planetas, e provavelmente mais, dentro dos limites do nosso sistema solar”, acrescentou.

Os potenciais mundos desconhecidos teriam mais massa do que a Terra, disseram os pesquisadores, e estariam a cerca de 200 AU ou mais de distância do sol — tão longe que seria muito difícil, se não impossível, detectá-los com os instrumentos atuais.

Os novos resultados, detalhados em dois artigos no periódico Monthly Notices of the Royal Astronomical Society: Letters, não são os primeiros a dar crédito para a possível existência de um chamado Planeta X.

Em março de 2014, Chadwick Trujillo e Scott Sheppard anunciaram a descoberta do 2012 VP113, um ETNO que nunca fica mais perto do Sol do que 80 AU. O 2012 VP113 então se juntou ao Sedna como os dois habitantes conhecidos do “interior da Nuvem de Oort”, uma região longínqua e em grande parte inexplorada do espaço além do Cinturão de Kuiper (onde Plutão se encontra).

Trujillo e Sheppard sugeriram que as órbitas do 2012 VP113 e e do Sedna são consistentes com a presença contínua de um grande “perturbador”— talvez um planeta com 10 vezes mais massa do que a Terra, situado a 250 UA do Sol.

No entanto, a dupla ressaltou que outras explicações também são possíveis. Por exemplo, o Sedna e o 2012 VP113 podem ter sido empurrados para fora de suas posições atuais por interações com outras estrelas no aglomerado do nascimento do Sol, há muito tempo atrás. Os objetos também podem ter sido capturados de outro sistema solar durante um encontro próximo estelar.

De la Fuente Marcos e seus colegas também reconhecem a possibilidade de tais cenários alternativos. O quadro deve ficar mais claro à medida que pesquisadores estudem as órbitas de objetos gelados cada vez mais distantes, disse ele.

“Se confirmado, nossos resultados podem ser verdadeiramente revolucionários para a astronomia”, disse de la Fuente Marcos.

Fonte: Space.com

A inversão dos pólos está acontecendo. E rápido.

Os pólos magnéticos podem estar se invertendo mais rápido do que se esperava. O pequisador Mr. Maverick Star percebeu que o pólo norte se moveu 161 milhas em apenas 6 meses. Neste ritmo, o pólo norte estará na Sibéria em menos de dois anos. Ele prevê que, neste momento, os pólos devem sofrer uma brusca inversão, cruzando a Linha do Equador. Isso vem depois das notícias do aparecimento de buracos no campo magnético terrestre e da mudança de pistas do Aeroporto de Tampa, na Flórida, em resposta à mudança do pólo magnético.

A aceleração fica clara quando consideramos que, no início dos anos 1900, o pólo norte se deslocava a uma velocidade de 15 km/ano. Depois, em 2007, verificou-se que a velocidade era de 55 km a 60 km/ano. E, agora, parece que aumentou de novo.

Pólo norte está se movendo mais rápido.

Pólo norte está se movendo mais rápido.

Pólo sul também está se deslocando.

Pólo sul também está se deslocando.

Gráfico mostra aceleração da mudança dos pólos.

Gráfico mostra aceleração da mudança dos pólos.

Para quem não está familiarizado com o tema, o planeta terra tem dois pólos magnéticos: o pólo norte e o pólo sul. A cada 200 mil ou 300 mil anos, ocorre uma inversão das polaridades, e o pólo norte vira sul e vice-versa, bruscamente falando. Acontece que já está em tempo de uma nova inversão magnética, já que a última ocorreu há cerca de 800 mil anos.

Efeitos da inversão magnética

Efeitos da inversão magnética.

As consequências de uma nova inversão dos pólos podem ir de um tilte geral em satélites desordenando toda a vida nas cidades, migrações desnorteadas de animais, enfraquecimento do campo magnético terrestre (que é o que evita que sejamos torrados pela radiação solar) até deslocamentos continentais, tsunamis e outras hecatombes. Há quem diga que extinções anteriores podem ter sido causadas pela inversão magnética, apesar de que o Homus erectus, por exemplo, sobreviveu a isso.

Existem mapas sugerindo uma nova configuração dos continentes depois da inversão magnética.

Existem mapas sugerindo uma nova configuração dos continentes depois da inversão magnética.

Até hoje, não se identificaram as causas das inversões magnéticas, mas as teorias vão desde movimentações no núcleo terrestre até a passagem de um corpo celeste como Nibiru.

Veja, no vídeo abaixo, as explicações do pesquisador.

Esfera gigante é registrada atrás do sol pela Stereo Behind

A esfera gigante pode ser vista ao lado direito do sol, no vídeo.

Este vídeo foi feito no programa “movie maker” a partir de 83 imagens disponibilizadas pela NASA referente a imagens registradas no filtro EUVI 195 do Stereo Behind. Intensificamos o efeito de meio-tom nas imagens para sobressair a “anomalia” (que aparece ao lado direito do sol) e no movie maker aplicamos o efeito onde é percorrido todo o espectro das cores.

Pequenas possíveis conclusões ao observar o vídeo:

1 – No vídeo, a esfera está atrás do Sol (em profundidade), ou seja, é ainda maior do que aparenta ser no vídeo.

2 – O tamanho da esfera, coincidência ou não, pode ser aproximadamente o mesmo que a própria ciência no passado divulgou ser o tamanho do Segundo Sol (um dos nomes adotados pela ciência foi “Planeta X”), ou seja, 4 vezes o tamanho de Júpiter (4 vezes o diâmetro).

3 – A imagem abaixo representa a comparação do tamanho do nosso Sol com Júpiter (o maior planeta do nosso sistema solar). Ainda faz uma comparação com o Segundo Sol (Hercólubus), onde algumas fontes dizem ser aproximadamente 4 vezes o diâmetro de Júpiter (recorrendo a matemática básica no cálculo de volume de esfera ((pi*diâmetro³)6), equivaleria dizer que dentro de Hercólubus caberia, aproximadamente, 64 planetas do tamanho de Júpiter. (Obs. Dentro de Júpiter caberia aproximadamente 1.400 planetas do tamanho da Terra).

 Fonte: Segundo Sol.