O dedo dos EUA nas guerras civis dos países árabes

Que país é esse? Não sei, mas vamos libertá-lo!!

Que país é esse? Não sei, mas vamos libertá-lo!!

E a fórmula se repete. Os EUA entram no país, derrubam quem está no poder e criam uma desestabilização política e de segurança que vira terreno fértil para a criação de grupos extremistas. Foi assim com Saddam Hussein: com a retirada das tropas americanas do Iraque em 2003 e a dissolução do exército iraquiano, o país ficou a Deus dará e abriu-se espaço para a criação do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL), formada pelos sunitas excluídos pela nova política do primeiro-ministro escolhido pelos EUA, que os marginalizou. O ISIL, então, é um subproduto da “democracia” americana que, agora, está sendo combatido pelos próprios EUA. Mais do que isso, o ISIL agora tem em mãos as armas que capturou do exército iraquiano, fornecidas pelos EUA.

O grupo ISIL ainda recebeu financiamento para entrar ao lado dos rebeldes na guerra civil na Síria contra Bashar-Al Assad, o que também ajudou na expansão do grupo para aquele território. O resultado está nos noticiários: ISIL já controla uma área equivalente à do Reino Unido.

Agora, a fórmula acontece novamente na Líbia. Depois da sangrenta atuação da OTAN com apoio dos EUA, que bombardeou cidades inteiras na Líbia e cercou comunidades impedindo a chegada de alimentos e medicamentos, veio a queda de Kaddafi. Depois disso, vieram as eleições fraudulentas que foram rejeitadas pelo país. A Líbia, agora terra de ninguém, virou palco para conflitos armados e uma desestabilização tão grande que hoje há um segundo governo autodeclarado no país, criado por um grupo armado que já controla a capital Trípoli. Eles tem até um ministro do petróleo. A Líbia, antes, estado próspero, está reduzida a ruínas, fumaça e cidades-fantasmas. E sem resistência a qualquer tipo de saque de seus recursos monetários e naturais pelos países ocidentais.

Líbia, antes e depois da "democracia" americana

Líbia, antes e depois da “democracia” americana

A mesma fórmula está sendo usada em países como Síria e Ucrânia. Os EUA e a OTAN armando grupos rebeldes, até mesmo da Al-Qaeda, justificando que trata-se de uma luta pela democracia. Os papéis se invertem aos olhos da mídia que reproduz o discurso ocidental. Mas, para quem ainda tem dúvidas se a intervenção da OTAN/EUA realmente é a favor da democracia e do bem estar dos cidadãos, olhem bem o exemplo da Líbia e do Iraque. A resposta está bem clara.

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