Construindo a encenação de “protestos” antigoverno na Venezuela

Muitas fotos que circulam nas redes sociais são, na verdade, tiradas de outros protestos pelo mundo.

A política polarizada da Venezuela está novamente na mídia com manifestações pró e antigoverno e, até agora, quatro mortos: um apoiador do governo; um manifestante da oposição; um policial; e um de origem incerta.

Mas a imprensa internacional está noticiando tudo como se fosse evidência de uma repressão sangrenta do governo.

Sem querer ser repetitivo, pelo menos muito, mas esta crise fabricada é uma reedição. Alguém se lembra das manifestações/contramanifestações no Palácio Miraflores em 2002, a preparação para um golpe de vida curta contra Hugo Chávez?

Houve 19 fatalidades naquele dia. Sete dos mortos estavam na manifestação pró-Chávez; sete na manifestação anti-Chávez; e cinco eram espectadores não-partidários. Houve também um total de 69 feridos, naquele dia. 38 na manifestação pró-Chávez, 17 na manifestação da oposição, e 14 eram repórteres ou passantes.

Tudo isso foi atribuído como culpa do Chávez, pela oposição e pela maioria da imprensa internacional. Supostamente ele teria ordenado aos militares e a capatazes pró-Chavez não identificados que atirassem contra os manifestantes opositores. Como nos tumultos atuais, parece que o lado do governo tem uma mira péssima.

Parece não haver nem sinal de objetividade da imprensa internacional no que se refere à Venezuela. O país é uma dura ameaça à ordem hegemônica, caracterizada hoje por Estados Latino-Americanos domesticados, emergendo de ditaduras militares apoiadas pelos EUA, e aceitando políticas econômicas neoliberais como bons meninos e boas meninas. Com petróleo suficiente para dizer Não a tudo isso, a Venezuela criou sua própria parceria contra-hegemônica, a ALBA-TCP. E, domesticamente, enquanto só se ouve falar de falta de papel higiênico e inflação, está havendo avanços substanciais em várias frentes há vários anos – uma nítida redução na extrema pobreza, grandes avanços na educação, redução da mortalidade infantil, e passos rápidos tem sido dados na direção da igualdade de gênero, saúde materna e proteção ao meio ambiente.

Você não lerá muito sobre isso na grande mídia internacional.

Em vez disso, ouviremos falar sobre queixas da oposição de todos os tipos, e veremos imagens circulando no Twitter e destacadas por grandes veículos como a CNN.

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Aqui vemos policiais brutais, com belos chapéus e golas de pele para se proteger do frio de 24º C de Caracas, acredito.

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E policiais da Bulgária fazendo uma visitinha.

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E um acidente. Mas a vítima era um manifestante chavista, e a foto foi tirada no ano passado.

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Aqui, uma foto tirada na Argentina, que foi republicada.

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E uma foto do Chile.

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Aqui, um cara azarado: foi baleado em Abril e depois no mesmíssimo lugar, durante os protestos atuais.

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Esta é icônica!! Mas a CNN teve de admitir que a foto foi originalmente tirada em Cingapura.

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Aqui, uma da Grécia.

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Aqui, um roubo sem-vergonha de uma foto do Egito, que ficou famosa durante a Primavera Árabe.

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Aqui, uma foto de cortar o coração mostra bebês em cestos de lavanderia, com a pergunta: “Que tipo de revolução é esta?”. Mas a foto é de Honduras.

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Aqui, minha favorita: uma procissão religiosa, encarnada como protesto antigoverno.

As mídias sociais, que viralizam esse tipo de coisa e até atraem a grande mídia como a CNN, também são os meios pelos quais os farsantes são rapidamente desmascarados. Os leitores estão convidados a contribuir com mais links sobre esta cavalgada internacional de protestos antigoverno e de brutalidade, na terra do faz de conta chamada Venezuela.

Fonte: Global Research