Evidências de que JK pode ter sido assassinado e outros casos suspeitos

JK, a pergunta que não quer calar. Com o perdão do trocadilho em cima do nome do famoso filme de Oliver Stone, a verdade é que a morte do nosso ex-presidente Juscelino Kubitschek nunca foi bem explicada. Mas há novas revelações que podem trazer mais luz a essa questão.

Segundo a versão oficial, no dia 22 de agosto de 1976, o carro em que Juscelino estava bateu em uma carreta, depois de ter sido fechado por um ônibus. Entretanto, há pequenas dúvidas que aparecem quando começamos a examinar o caso:

Duas semanas antes do ocorrido, a notícia de sua morte em um acidente de carro já tinha corrido o país, mas, depois, confirmou-se que se tratava de um boato – ou teria sido um teste para saber a reação da população? Quando ela efetivamente ocorreu, o carro em que Juscelino estava não foi periciado, e, na exumação do corpo do motorista, que também morreu no acidente, foi encontrado um objeto de metal em seu crânio. Há duas versões para a origem desse metal: poderia ser um prego que se soltou do caixão, causando um buraco no crânio (?) ou um projétil. As fotos de ambos não foram incluídas nos laudos “por recomendação de ordem superior”. Um perito contratado pelos responsáveis pela reabertura do inquérito, em 1996, disse que o ônibus não encostou no carro.

Metal encontrado no crânio do motorista de JK. Um projétil?

Metal encontrado no crânio do motorista de JK. Um projétil?

Agora, a investigação na Comissão Municipal da Verdade coloca em evidência o relato de testemunhas que viajavam no ônibus que teria fechado o carro de JK. Segundo Paulo Oliver, um dos passageiros, o ônibus não fechou o carro e nem esteve envolvido no acidente. É o que ele e mais oito testemunhas afirmam.

Os três da Frente Ampla

Um fato particularmente intrigante nessa história trata sobre uma estranha “coincidência”. Carlos Lacerda, Juscelino Kubitschek e João Goulart, as três maiores lideranças do movimento Frente Ampla em oposição à ditadura militar, e que articulavam o retorno às eleições diretas, morreram em um intervalo de apenas 10 meses, todos em circunstâncias estranhíssimas. JK morreu nesse acidente de carro ainda não esclarecido. Carlos Lacerda foi internado na Clínica São Vicente com gripe; recebeu uma injeção e, no dia seguinte, morreu de infecção no coração; e João Goulart, que teria tido um infarto, foi encontrado com um travesseiro no rosto.

Mais uma vítima sul-americana

Um outro indício importantíssimo a favor da teoria do assassinato de JK é a carta que Manuel Contreras, chefe da polícia secreta de Pinochet, enviou ao general João Figueiredo, então chefe do SNI de Geisel, em 1975. Nela, Contreras se mostrou preocupado com a possível vitória de Jimmy Carter nas eleições americanas, o que beneficiaria dois inimigos: JK e Orlando Letelier, ex-chanceler do governo de Salvador Allende e opositor de Pinochet. Nessa mesma carta, Contreras ainda manifesta apoio ao “plano” de Figueiredo. Um ano depois, JK e Letelier morreram – o último, em uma explosão de bomba em Washington – com um intervalo de apenas um mês. Há suspeitas de que todas essas mortes fariam parte de um plano chamado Operação Condor, que objetivava a eliminação de opositores das ditaduras sul-americanas.

Carta de Manuel Contreras a João Figueiredo.

Carta de Manuel Contreras a João Figueiredo.

Cabe lembrar ainda o general Prats, do exército chileno, o general Torres, ex-presidente da Bolívia – ambos assassinados na Argentina – e aliados de Allende, assassinados no exterior.

Tancredo e seu mordomo: mesmos sintomas

Há que se incluir ainda nessa lista de mortes inexplicadas as de Tancredo Neves e Leonel Brizola. Tancredo, já eleito presidente, foi internado em Brasília na véspera de sua posse, marcada para 14 de março de 1985, queixando-se de dores abdominais. Apesar de a UTI do hospital estar em reforma, foi operado lá mesmo, porque foi impedido de ir a São Paulo. Nesse momento, seu mordomo começava a ter os mesmos sintomas. Quase 40 dias depois, morreu Tancredo e, um dia depois, seu mordomo, no que mais parece um caso de envenenamento. É o que também afirmou Chico Xavier, que foi visitado pela viúva do mordomo uma semana depois do ocorrido. A ela, Chico Xavier disse: “Que pena. O seu João foi embora tão cedo. Envenenaram ele, como fizeram com o doutor Tancredo.”

Para colocar ainda mais dúvidas no ar, o general Newton Cruz disse em entrevista ao programa Roda Viva da TV Cultura que foi procurado meses antes do ocorrido por Paulo Maluf, candidado do PSD, propondo um golpe militar contra Tancredo que, segundo ele, estava gravemente doente. Algo que a família estranha até hoje.

Brizola ficou preso no elevador 

Já as condições da morte de Brizola, socialista e ferrenho anti-ditadura, em 2004, são ainda mais bizarras. Brizola tinha ido fazer um exame e estava saindo do hospital, quando o elevador enguiçou com ele dentro, entre dois andares. A causa da morte foi infarto, apesar de que o ultrassom do coração que tinha feito pouco antes nada tinha acusado.

Pelo que se pode ver, ainda há muita sujeira embaixo do tapete, que precisa ser descoberta para fazer justiça aos familiares e a todos os brasileiros.

3 respostas em “Evidências de que JK pode ter sido assassinado e outros casos suspeitos

  1. Tudo isto não deixa de ser um “mistério”, até onde as “forças ocultas”, estariam interferindo para que estas “fatalidades” acontecessem? Muitas vezes se consegue “burlar” as leis humanas, porém, perante as Leis Divinas estas sim são invioláveis, Ação e Reação, e cada um responderá pelos seus atos…

  2. Prezada,
    É assustador o nosso passado e desde os primeiros tempos, fico feliz ao ver que nosso mundo está bem melhor, temos dificuldades ainda mas as pessoas estão melhorando

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