Hipótese sobre o que aconteceu com a família Pesseghini

Na segunda-feira 5 de agosto, à tarde, a família Pesseghini foi encontrada morta em sua casa em Brasilândia. Mas essa história parece ainda estar longe de ter um fim.

Em toda investigação, uma das primeiras perguntas que se faz é: qual a motivação para matar? Sabe-se que a mãe teria denunciado policiais em um esquema de roubo de caixas eletrônicos, então a motivação para o crime, nessa hipótese, estaria bem clara. Mas, enquanto o principal suspeito é um dócil e amoroso garoto de 13 anos e outras hipóteses como crime passional começam a aparecer, não vemos ainda indícios de uma profunda investigação sobre aquela que parece ter a motivação mais evidente.

O que se sabe até agora (fatos, não suposições):

– A família Pesseghini fez um churrasco no domingo, que durou até às 20h.

– Vizinhos escutaram barulho vindo da residência cerca de 1h da madrugada.

– O pai teria morrido de 10 a 18 horas antes dos demais, segundo peritos (médicos contestam).

– Os disparos saíram da arma da mãe, Andréia.

– Foi apenas um tiro certeiro para cada pessoa, na cabeça.

– Todos foram encontrados em suas camas, menos Andréia, que estava apoiada na cama do casal.

– O legista do caso PC Farias disse que, pela posição do corpo, o garoto não poderia ter se matado.

– O menino Marcelo saiu de casa cerca de 1h da madrugada com o carro da mãe e estacionou próximo ao colégio. Dormiu quase seis horas dentro do carro. Não é possível ver se havia outra pessoa dentro do carro.

– O menino Marcelo então foi até a escola e, segundo colegas e professores, comportou-se normalmente. Teria dito a alguns que aquele era seu último dia na escola. Mas aquela não foi a primeira vez que ele disse aquilo.

– Na volta, pegou carona com o pai de seu melhor amigo. No caminho, pediu que parasse próximo ao carro da mãe para pegar algum objeto. Chegando em casa, pediu que não buzinasse.

– Na mochila do menino, foi encontrada uma arma, que não era a do crime.

– Havia fios de cabelo do pai nas mãos do garoto.

– As mãos do menino não continham pólvora. Um par de luvas foi encontrado no carro. Mas, quando supostamente se matou, o menino estava sem luvas.

– O tiro que matou o menino foi dado na orelha esquerda. Mas seu tio garante que ele era destro, ao contrário do que diz o professor de educação física.

– A roupa do garoto não continha vestígios de sangue.

– O computador da casa mostrou que alguém buscou formas de dopar pessoas.

– Não há provas nem testemunhas de que os pais do garoto o tivessem ensinado a atirar.

– Andréia, que era PM, havia denunciado colegas de batalhão de envolvimento em roubo de caixas eletrônicos.

– O tenente-coronel que falou em entrevista que Andréia havia denunciado os colegas foi afastado do comando do batalhão.

– Há denúncias de uma milícia formada por policiais do batalhão onde Andréia trabalhava, os “Matadores do 18”.

– Um primo de Andréia (filho da tia-avó assassinada) e um PM estiveram na casa às 18h de segunda-feira procurando pela família. Foi quando encontraram os corpos.

– Uma vizinha disse à imprensa que viu duas pessoas – entre elas, um PM fardado – pularem o muro da casa da família no dia do crime, ao meio dia. Eles teriam então dito que a família estava morta, mas a polícia só apareceu no fim da tarde. A vizinha ainda vai ser ouvida pela polícia.

Acredito que o sinal mais evidente de que não foi o menino é que não havia pólvora em suas mãos. Ok, alguém pode dizer que um par de luvas foi encontrado no carro, mas quando ele supostamente se matou, estava sem luvas. Então, pelo menos esse último tiro deveria ter deixado resquícios de pólvora.

Menino estava sem luvas, mas não foram encontrados resquícios de pólvora. Fonte da foto: Record.

Menino estava sem luvas, mas não foram encontrados resquícios de pólvora. Fonte da foto: Record.

Aqui, uma hipótese elaborada pelo Pequena Dúvida, sem intuito de acusação, mas apenas como exercício do que poderia ter acontecido se a motivação fosse queima de arquivo do caso dos policiais denunciados (apenas suposições):

– O pai teria sido morto entre 0h e 1h da madrugada por um terceiro, objetivando vingança ou queima de arquivos no caso da denúncia de policiais feita por Andréia.

– A mãe Andréia teria presenciado o fato, mas o filho, a avó e a tia-avó estariam dormindo.

– O assassino teria chantageado a mãe a convencer o filho a ir mais cedo para a escola de carro, e dormir no carro até o início da aula. Caso ela não o fizesse, o assassino iria matar seu filho. O motivo para o assassino fazer isso seria incriminar o filho.

– A mãe acordou o filho e lhe entregou a chave do carro, dizendo para ir mais cedo para a escola porque o pai precisava descansar ou dando alguma desculpa do tipo. Teria orientado o garoto a parar longe da escola para não ser visto dirigindo.

– O garoto cumpriu as ordens da mãe e dormiu no carro até a aula começar. Depois, foi para a aula e, como não sabia o que estava acontecendo, se comportou normalmente. Poderia haver alguém com ele no carro, mas para termos certeza seria preciso avaliar as imagens do carro durante o dia todo.

– Na volta, como achou melhor não dirigir em horário de pico (ou por ordens da mãe), pediu carona ao pai do amigo e pegou algo que esqueceu no carro. Poderia ser a chave de casa ou mesmo uma arma que sua mãe lhe teria dado para se proteger, a mando do assassino (lembrando que não era a mesma arma do crime)

– Chegando em casa, o menino viu que sua mãe, avó e tia-avó já estavam mortas. Foi obrigado a se posicionar debruçado na cama e levou um tiro na orelha. A arma foi então posicionada em suas mãos, que não continham pólvora.

Essa é apenas uma hipótese, feita sem maiores aprofundamentos. É plausível? Se os responsáveis pelo crime foram policiais, eles devem saber muito bem como maquiar a cena do crime e incriminar outras pessoas. Acredito que teremos algumas respostas semana que vem, quando sair o laudo necroscópico que confirmará a ordem e causa das mortes e a posição de que os tiros foram disparados, e também quando sairá a análise dos celulares e do computador, que pode dar pistas sobre a motivação. Vamos aguardar.

Fonte: Uol

Fonte: Uol

2 respostas em “Hipótese sobre o que aconteceu com a família Pesseghini

  1. Veja:

    A polícia do Estado de São Paulo não descobre quem foram os assassinos da Família Pesseghini, porque não quer!

    Sete fatos importantes que foram ignorados pelo DHPP, na apuração do assassinato de Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini e família.

    O delegado do caso Itagiba Franco desprezou informações importantes que o levaria a descobrir a verdadeira identidade dos autores deste crime.

    Contudo, ele acatou a versão mentirosa, previamente preparada pelos criminosos, que foi divulgado no dia em que os corpos foram encontrados, antes mesmo, da pericia comparecer na cena do crime, os envolvidos já clamavam pelos quatro cantos que o assassino da família era o filho do casal, Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini.

    (1º) Fato

    Os vídeos, utilizados para provar que Marcelo Pesseghini conduziu sozinho, o carro da mãe dele, até próximo ao colégio Estela Rodrigues, na madrugada do dia 05 de agosto, não prova nada, porque a gravação foi adulterada, aplicaram um efeito digital, nas imagens, que não permite reconhecer o rosto da suposta pessoa, que se faz passar por Marcelo Pesseghini. No momento em que ele sai do carro e caminha em direção ao colégio, por volta das 06h23min.

    (2º) Fato
    O DHPP forneceu um vídeo, ao para programa Cidade Alerta, que foi exibido como reportagem, pelo jornalista Marcelo Rezende, mostrando que uma pessoa, que supostamente seria Marcelo Eduardo Pesseghini, saindo do carro, da falecida cabo Andréia Pesseghini, na manhã do dia 05 de agosto de 2013, às 06h23min.

    É uma prova importantíssima, que até então tem sido desprezada, neste vídeo os verdadeiros assassinos envolvidos, na chacina, foram filmados, entrando e saindo do carro da cabo Andréia.

    Veja nos links abaixo:

    Veja a reportagem integral referente ao vídeo acima citado, que foi exibido no programa cidade alerta:

    (3º) Fato
    O vídeo utilizado pelo DHPP, para mostrar Marcelo Pesseghini, saindo do colégio Estella Rodrigues, por volta das 11h35min, também não prova nada.

    Ocultaram o rosto, da pessoa, que supostamente seria Marcelo Pesseghini, com efeito digital. Prova contaminada!

    Na mesma gravação também aplicaram efeito digital, para esconder o rosto do suposto pai do amigo de Marcelo, que teria dado carona para Marcelo Pesseghini, por volta das 11h59min.

    Vídeo, não foi periciado e pode ser visto no link abaixo:

    Vejam logo abaixo as fotos deste vídeo e os efeitos que foram aplicados para esconder os rostos das pessoas. Esses efeitos são imperceptíveis quando as imagens estão em movimento.

    (4º) Fato
    Outro detalhe importante, por qual motivo, o Pai desse suposto amigo de Marcelo Pesseghini, que deu carona para ele, mesmo sabendo que uma perua escolar viria busca-lo e leva-lo para direto para a casa dele, na Rua São Sebastião nº 42?

    Comportamento, extremamente suspeito e estranho, por parte desse homem, que sabia que Marcelo deveria esperar a perua escolar e mesmo assim fez questão de levar o menino com seu carro particular.

    De certa forma este homem levou o menino para a morte certa.

    O trajeto de carro dura aproximadamente uns 20 minutos, segundo consta, Marcelo teria em sua casa, por volta das 12h30min, deixado a mochila da escola, na porta da casa, teria acendido as luzes e deixado as portas abertas. Quando então ocorreu a morte de Marcelo.

    (5º) Fato
    Outro fato estranho é o soldado João Batista Neto da Silva, que também trabalha no 18º BPM/M, ter declarado que foi até a casa da Cabo Andréia Pesseghini, por volta das 14h00 e disse que a porta da casa estava fechada e as luzes apagadas.

    Porém, este PM entrou em contradição, ao dizer que retornou na mesma casa, por volta das 18h00 e encontrou a porta da cozinha aberta e as luzes acesas.

    Ora, se Marcelo Eduardo Pesseghini, realmente tivesse cometido o suicídio, o soldado João Batista Neto da Silva deveria ter visto a porta aberta e as luzes acesas, na primeira vez que foi até a casa dos Pesseghini, isto às 14h00.

    (6º) Fato
    Outro fato importante, que compromete o Secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Fernando Grella e o Comandante Geral da Polícia Militar, coronel Benedito Roberto Meira, refere-se ao fato dos mesmos terem faltado com a verdade ao afirmarem que a falecida cabo Andréia Bovo Pesseghini, jamais havia denunciado policiais do 18º BPM/M, envolvidos em roubos a caixas eletrônicos.

    Na verdade, ela denunciou sim, policiais militares do 18º BPM/M, que no dia 05 de agosto de 2011, estariam participando de um roubo aos caixas eletrônicos, do Supermercado Compre Bem.

    Fato comprovado, por matéria jornalística, publicada no dia 11 de agosto de 2011. Cujo link encontra-se logo abaixo:

    http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/957857-mortos-em-confronto-dentro-de-supermercado-sao-identificados.shtml

    Este fato foi revelado pelo Comandante do 18º BPM/M, o tenente coronel Wagner Dimas, em uma entrevista para a rádio bandeirantes, logo após a chacina da família Pesseghini.

    Depois de ter revelado a verdade, o Wagner Dimas afastado do comando do 18º BPM/M, pelo Secretário de Segurança Pública que mentiu dizendo que nunca houve denúncia alguma e nenhuma investigação sobre o caso.

    A cabo Andreia Bovo Pesseghini fez a denúncia no dia 05 de agosto de 2011 e foi assassinada no dia 05 de agosto de 2013!

    (7º) Fato – Laudos Necroscópicos tendenciosos e incompletos

    O parecer do médico legista George Sanguinetti, o qual concluiu que tecnicamente, Marcelo Eduardo Pesseghini foi assassinado e não cometeu suicídio, também foi desprezado pelo delegado Itagiba Franco do DHPP.

    As imagens abaixo, demonstram claramente, que Marcelo Eduardo Pesseghini foi assassinado e torturado, antes de morrer com um tiro dado na cabeça dele, pois é possível ver que ele teve os dedos da mão esquerda quebrados, pelos assassinos, quando foram plantar a arma na mão do menino.

    Salvo engano, este detalhe, teria sido suprido do laudo de exame necroscópico.

    Ora é evidente que não foi o próprio Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini que fraturou a própria mão dele!

    Outro detalhe, que não foi explicado, é o furo que aparece na calça de Marcelo Eduardo Pesseghini, na região das nádegas, lado esquerdo. Foto abaixo.

    Contudo, em outra foto vista de frente Marcelo Pesseghini aparenta ter um ferimento na coxa, que ao que tudo indica, parece estar com manchas de sangue, podendo ser talvez a saída de um projétil.

    Fato estranho! Porque a calça de Marcelo Eduardo Pesseghini apresenta um furo sendo que ele não foi para a Escola com a calça rasgada?

    Colaborou na elaboração deste documento Célia Matos.

    • Caros Paulo e Célia,
      muito obrigada pela contribuição e parabéns pela investigação pessoal.
      Acredito que muitos detalhes deste caso ainda permanecem ocultos, mas o conteúdo que vocês organizaram é muito importante para ajudar no esclarecimento das dúvidas.

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