Ruína misteriosa está sendo acobertada em Natividade da Serra

Era uma vez um dono de fazenda que, inspirado por uma viagem à Grécia e ao Egito, resolveu erguer uma pequena pirâmide em sua propriedade em Natividade da Serra, São Paulo. Para isso, foi até um amontoado de pedras que havia lá desde não se sabe quando, e começou a escavar para preparar o terreno. Porém, o proprietário percebeu algo de diferente naquelas pedras. Elas tinham corte reto, não naturais, e pareciam fazer parte de uma antiga ruína. Além disso, surgiram lajes e pavimentação em suas escavações.

A história é verídica e se iniciou em 2003, em um caso de mistério e ocultamento que dura até hoje. O dito senhor, ao perceber a natureza um tanto especial de sua descoberta, foi ter com o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Os técnicos enviados relataram que se tratava de uma formação natural. Mas os problemas começam aí. Arqueólogos e geólogos mais do que letrados têm uma opinião diferente, como pode ser visto nesta matéria do jornal Gazetas do Povo: “Para o arqueólogo (…) esse achado pode revelar a presença de outras culturas, mais avançadas tecnologicamente, que as tradicionais nações indígenas que povoavam essa faixa da América do Sul. ‘Com certeza isto não é obra dos índios que conhecemos’, comenta o pesquisador.” Conforme Paulo Roberto Martini, geólogo do INPE, relata ao mesmo jornal, “Não há como explicar os cortes e a disposição das pedras. (…) Não há dúvida que aquilo é algo muito antigo e feito pelo homem”. Segundo ele, não há conhecimento sobre o uso de rochas cristalinas pelos índios brasileiros. Veja aqui seu parecer técnico. O outro arqueólogo, no entanto, depois negou que tivesse dado tal parecer ao jornal, dizendo que limitou-se apenas a analisar fotos, identificando um antigo calçamento, sem mais detalhes ou aprofundamentos.

Depois disso, a polícia ambiental colocou o local sob proteção, aparentemente contrariando o laudo oficial do IPHAN, que, por sua vez, contrariou o relato de pesquisadores sérios, de acordo com o site Piramidal. Entretanto, pelo que se sabe, até agora não houve iniciativa de pesquisa no local.

O arquiteto Carlos Pérez Gomar, que já trabalhou 40 anos com patrimônio cultural e que está pesquisando o local de forma independente, contestou o laudo do IPHAN, veja aqui seu relatório. Estamos aguardando alguma resposta do instituto.

O que parece estar havendo é um grave acobertamento, porque:

– o IPHAN é categórico ao afirmar que são formações naturais
– renomados pesquisadores afirmam se tratar de ruínas arqueológicas importantíssimas, e definitivamente não coloniais
– o senhor Plácido Cali, aparentemente, não demonstrou interesse em visitar o local, mesmo sendo um arqueólogo (poderia estar sofrendo algum tipo de pressão?)
– o Ministério Público Federal de Taubaté não se posiciona
– a polícia ambiental está protegendo o local

Veja fotos do local, algumas do arquivo pessoal do arquiteto, e outras retiradas do site Piramidal.

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Local parece esconder uma estrutura sob a vegetação

Local parece esconder uma estrutura sob a vegetação

Croquis da disposição de algumas pedras.

Croquis da disposição de algumas pedras

Essa descoberta é algo que poderia mudar a história que conhecemos sobre as civilizações pré-colombianas, e por isso é importantíssimo que levemos este fato a conhecimento público – sem prejudicar de nenhuma forma o proprietário da fazenda – para que alguma atitude seja tomada em relação a isso.

28 respostas em “Ruína misteriosa está sendo acobertada em Natividade da Serra

    • Muito obrigada pela contribuição, Matheus.
      Vou guardar como referência para um futuro post que vou escrever sobre cidades perdidas no Brasil, entre as quais Akakor, que despertaram interesse até mesmo de Hitler.
      Abraços

  1. Carla Cancellara :
    Parece que o interesse por esclarecer o caso do sitio arqueológico em Palmeiras , Natividade da Serra, está crescendo e começado a haver uma cobrança aos organismos responsáveis.
    Mas quero fazer algumas complementações e esclarecimentos que podem ser importantes para quem está realmente interessado no assunto.
    No momento ninguém está protegendo o local do sitio . O que poderia ser chamado de “proteção” é apenas a atitude dos empregados da fazenda que dizem para todos os eventuais visitantes que aquelas pedras são naturais e não está permitida a visitação do local. A policia ambiental , que eu saiba, nunca apareceu por ali. Mmandeui um relatório a Prefeitura de Natividade da Serra sobre o assunto mas não deram a minima , apesar de ter ate falado por telefone.
    Com relação as declarações do arqueólogo citado , o jornalista também citado, jura que ele as fez , porem o arqueólogo diz que não fez nenhuma declaração nem visita ao local.
    De fato, este arqueólogo deu aulas em Taubaté , ali perto, e pode ter visitado o local. Mas o forte deste arqueólogo são os sítios da costa paulista e alguma coisa de arquitetura colonial. Arquitetura pré-colombiana não é um assunto com o qual se envolvam a maioria dos arqueólogos brasileiros pelo fato de que em principio, segundo a postura oficial, não existe nada digno de nota a esse respeito no Brasil.
    O dono da fazenda conhece bem o nome do arqueólogo citado, porque pude verificar isso ao falar por telefone com ele, alias falei por telefone com este arqueólogo também e me deu a entender que não sabia de nada sobre o assunto. Tenho certeza que não é a verdade , mas por consideração fingi que acreditei. Esse assunto não vai ficar oculto por muito tempo. Estamos mexendo as coisas para resolvê-lo.
    Com relação ao sitio ser chamado de” pirâmide” foi uma das maiores infelicidades que poderiam ter acontecido, porque desvirtuou uma abordagem mais discreta do assunto e espantou alguns pesquisadores” menos ousados”.
    Com certeza não ha uma pirâmide nesse local , mais bem se assemelha a uma colina com muros de contenção e terraplenos , muito similar a outros sítios sul americanos. Sítios de natureza religiosa e cerimonial com características defensivas, principalmente nos Andes.
    Analisando a forma da colina, de cima se vê que não tem forma de pirâmide. Na s culturas andinas , por exemplo vários estabelecimentos tinham forma de animais quando vistos de cima. A forma da colina em Palmeiras em primeira analise é irregular.
    O muro e o calçamento que foram desenterrados assim como uma escada que existia estavam orientados na direção exata do solstício de inverno (21 de Junho ). Isso pode significar muita coisa, principalmente uma utilização religiosa. 21 de junho é a festa do Inti Rami nos Andes , ou seja o inicio do ano , quando o sol atinge seu ponto mais afastado e começa a voltar e os dias voltam a se alongar. Afastando o inverno.
    No entanto em Palmeiras há mais vestígios fora da colina principal , mas é preciso fazer prospecções para determinar onde vale a pena escavar. Mas escavar sem apoio do proprietário, nem do IPHAN , nem de ninguém , e impossível. Mesmo que sejam apenas prospecções. A ruína que foi descoberta , desenterrada e depois recoberta veio a luz porque o proprietário meteu um buldozer na colina, fazendo gigantesca escavação . Quero dizer com isso que vãos ser necessárias grandes escavações, para trazer a luz mais vestígios. E isso precisará de recursos consideráveis.
    O que estamos fazendo são observações superficiais em toda a área , ignorando as determinações dos funcionários do local , que são apenas dois.
    O IPHAN-SP nunca foi ao local , quem esteve no local foram dois peritos chamados pelo Ministério Publico após denuncia( anônima?) de destruição de sitio arqueológico pelo proprietário.
    Os quais não tiveram muito interesse em verificar nada porque com certeza já foram ao local levando o assunto pouco a serio , desmoralizado pelo nome de “Pirâmide da Serra do Mar”.
    O proprietário que estava assustado com as consequências já havia enterrado tudo o que podia de novo, e eles puderam ver menos ainda , fazendo um laudo deficiente. A partir daí o assunto não foi mais levado a sério.
    Esses dois peritos que o Ministério Publico enviou a Palmeiras eram professores da USP, e apesar de terem feito um laudo deficiente , a verdade que prevaleceu foi a deles , daí o IPHAN-SP , sem maiores analises vir a dizer que não há sitio arqueológico nem histórico nem pré –histórico no local, o que é uma burrice federal.Nem admitiram a possibilidade de ser de origem colonial (! ).
    Os dados mais atualizados sobre o caso do sitio os coloquei no blog : sitioarqueologicofazendapalmeiras.blogspot.com
    E estão a disposição de todos , assim como outros textos que coloquei na internet , e quem quiser reproduzi-los pode fazê-lo. Meu único interesse e trazer o assunto a publico e fazer os organismos responsáveis trabalhar em prol do caso.
    Abs. Arquiteto Carlos Pérez Gomar

    • Caro Sr. Carlos, agradeço imensamente sua valiosa contribuição ao caso aqui explicitado.

      Então, só para eu entender, os peritos que foram ao local não são do IPHAN, certo? São do Ministério Público?

      O proprietário nunca chegou a consultar nenhum órgão, limitando-se a aceitar o parecer dos peritos do Ministério Público?

      Outra dúvida: você acha que o fato de o local permanecer inexplorado se deve apenas à falta de interesse (muito graças à errônea denominação do local como “pirâmide”) de órgãos e arqueólogos ou acredita que pode haver um interesse maior em deixar tudo como está, para não termos que mexer na história do Brasil e da América? Acredito muito nessa segunda opção, até porque o desinteresse de arqueólogos citados e do proprietário ainda suscita perguntas.

      Obrigada pela contribuição e parabéns pelo trabalho.

      • Tive a surpresa de receber hoje a resposta do Ministério Publico do Estado de São Paulo comunicando-me que investigação sobre o sitio arqueológico de Palmeiras foi arquivada. Apenas se limitaram a repetir todas as bobagens que já haviam sido ditas anteriormente pelo IPHAN-SP e CONDEPHAT, bobagens que nem mesmo estavam fundamentadas em pesquisa e investigação local demorada, como nos fizemos durante 4 visitas e 12 dias no local.
        Ainda classificaram nossa investigação como coisa de “leigo” . Parece que o caso é de tentar sepultar o assunto de qualquer maneira porque do contrario o prestigio profissional dos dois peritos que haviam ido ao local anteriormente ficaria arruinado, uma vez que um deles e o único perito que o MP tem para o Estado de São Paulo na área de patrimônio cultural, sendo de formação antropólogo e não entendendo nada sobre construções pré-colombianas. O outro ” perito ‘ é um arqueólogo de formação básica em geologia que também não entende “chongas “ de arquitetura pré-colombiana mas que trabalha no Museu de Arqueologia Etnografia da USP. Estes arqueólogos sem profissão regulamentada entendem que arqueologia brasileira esta limitada a cerâmica , ponta de flecha e coisas similares apenas. Alegam no parecer do MP ainda, que nenhum arqueólogo teria dado aval a nossa investigação para oficializar o aspecto cientifico do caso. Esqueceram que a profissão de arqueólogo nem esta regulamentada, portanto nem registro profissional eles tem.
        Sendo o sítio uma ruina, um arquiteto com experiência e formação básica também em arqueologia como é o nosso caso já com 40 anos na área, tem mais atribuições legais para dar um parecer sobre o assunto. Usaram de um corporativismo acadêmico descarado e irresponsável, para não dizer ,suspeito, e o M P se omitiu . Este caso tem que ser levado a jornais e a organismos superiores custe o que custar. Foi cometido mais um assassinato contra o patrimônio arqueológico nacional. A seguir publico o texto do parecer do MP.
        O parecer do MP esta em fotos no meu Face book.

      • Caro Carlos,

        obrigada por nos colocar a par de tudo isso que está acontecendo. Assim que conseguir um tempo vou fazer um post atualizando o caso e colocando também na página do blog no Facebook. Vamos divulgar isso, os brasileiros precisam conhecer este importantíssimo patrimônio histórico que é de todos nós!!

        Obrigada,
        Abraços

      • Senhores, sou leigo no assunto arqueologia, pois sou engenheiro florestal mas me interesso muito por história.E pelas minhas andança pela selva amazônica, do mar, caatinga e cerrados em locais muitas vezes isolados, tenho encontrado diversos vestígios e registros muito antigos da presença humana nestes locais.
        Vendo as fotos e demais materiais custo a acreditar que tal material litico, sua aparência e disposição ao solo, tanto horizontalmente como verticalmente possam indicar um fenômeno natural.É obvio que não o são;pelo entalhe, retidão,etc este material foi manejado.Que este material foge categoricamente de tudo que os Tamoios fizessem ou se utilizassem corrobora ainda mais o fato de este sítio ter sido ocupado por uma cultura com hábitos, conhecimentos e habilidades diferentes e anterior à eles.Que o estado de oxidação e decomposição dos artefatos, movimentação do solo,etc, os colocam em escala de tempo bem mais antiga.
        Concluo que a recusa e “má vontade” do IPHAN em pesquisar mais a fundo se dá exatamente por ciúmes e medo de verem dezenas de mestrados e doutorados dos especialistas que agora ocupam a cátedra e os órgãos especializados serem a partir deste evento postos à prova e muitas vezes em contradição e até possivelmente descartados.

      • Caro Armando,

        obrigada por sua contribuição.
        Realmente, muitas vezes o ego e o interesse financeiro pessoal é maior do que o interesse em uma descoberta dessa amplitude. É uma hipótese bem plausível a sua.
        Cada vez mais, principalmente pelas pesquisas do Sr. Carlos, fica claro que o que existe lá guarda muito mais do que conhecemos até agora sobre a história do Brasil.

        Obrigada pelo comentário!!
        Carla

      • Com certeza muitos de nos já topamos com vestígios pré-cabralianos ou pré-coloniais ou melhor, eu prefiro dizer ,pré-colombianos, em andanças pelo Brasil , mas este tipo de vestígio é quase sempre ignorado ou taxado de vestígio colonial, sem maior interesse. Muitos dos que trabalham nos organismos oficiais não sabem analisar uma ruína nem pela tipologia , nem dentro de um contexto geomorfológico. De arquitetura e elementos arquitetônicos pré-colombianos, entendem menos ainda . Para piorar as coisas repetem como papagaios que no território nacional não existem ruínas mais sofisticadas arquitetonicamente, porque assim foi-lhes ensinado. Resta a população que bate o pé pelos campos , mas que tem menos condições ainda de avaliar eventuais vestígios . E ainda temos outra parcela da população que tem medo de comunicar achados porque acreditam que vão perder suas terras. Quer dizer, não há muitas condições para resgatar parte de nossa pré-história desconhecida. Finalmente a população em vez de ser mais instruída pelos meios de comunicação de massa como radio e tv , é constantemente imbecilizada com programas sobre crimes , sacanagens e mediocridades em geral , não sobrando neurônios para ter interesse por assuntos mais construtivos. Enfim , é um problema de base, sacramentado com o convencimento secular de que o Brasil só teve selvagens antropófagos habitando seu solo.

      • Primeiro quero frisar que continuamos a pesquisa , mesmo que alguns não queiram. E estamos fazendo contatos com outros meios de divulgação. Agora falando claro do problema das negativas do IPHAN-SP, posso arriscar o que aconteceu. Um arqueólogo conhecido ficou surpreso como que lhe foi mostrado em Palmeiras e fez declarações para um repórter da Gazeta do povo , jornal de Curitiba, reportagem do dia 29 de fevereiro de 2004. Posteriormente dois professores da USP, um antropólogo e um geólogo foram a Palmeiras a mando do MP. Chegando lá , com certeza já acreditando que tudo era bobagem , encontraram o dono do local , também colega da USP, pois havia cursado filosofia na mesma universidade, e em conversa de compadres engoliram o que o proprietário quis , pois ele já havia enterrado quase tudo. É ate possível que tenham levado algum “jabá” , para calar a boca, e não criar problemas, ou então , eram tão incompetentes para essa investigação que não tinham condição de avaliar o caso. Acontece que um dos peritos era amigão do citado arqueólogo que a partir dai calou a boca e nega tudo. Resumindo são todos amigos, desinteressados na verdade, pouco se importando com este caso especial e pensando apenas em não criar problemas para sua carreiras de coleção de títulos e cargos , e se possível alguma grana . Acho que falei claro. Mais informações no blog : sitioarqueologicofazendapalmeiras.blogspot.com

      • Olá, fico contente em saber que as pesquisas continuam. Vou entrar no blog para saber dos últimos acontecimentos. Admiro muito seus esforços e espero que em breve tenhamos uma divulgação maior sobre o assunto.

        Muito obrigada!!
        Carla

  2. Carla:
    Respondendo a tuas perguntas te mando um ma explicação mais ampla sobre o que pude apurar.
    Realmente os peritos que foram eram mandados Pelo Ministério Publico . Posso te mandar a copia do laudo, mas teria que ser por e mail. Posso te mandar também uma comparação de um sítio peruano com o sitio de Palmeiras. Mas precisas me indicar o e mail. Podes fazê-lo diretamente ao meu e mail.
    Com relação ao fato de ter que mexer na historia , não creio que seja problema porque apenas estaríamos abrindo um capitulo paralelo que iria demorar a tomar forma sem que isso afeta-se imediatamente o que sabemos. Nenhum verdadeiro arqueólogo tem medo disso.
    Os arqueólogos estão hoje trabalhando principalmente para o interesse do IPHAN e fazem muitas pesquisas superficiais para liberar áreas que vão sofrer obras , tais como estradas repressas etc., ganham bem por isso e estão mais interessados nesse trabalho. Não vão se arriscar a fazer algo que ponha suas seriedade em jogo, muito menos diante do IPHAN , que é um órgão principalmente regulador de normas para preservação e despachante de processos, e se perde em papeladas e burocracia. Estou tentando contato com arqueólogos peruanos.
    O que aconteceu em Palmeiras foi má interpretação e outros problemas como vais ver a seguir.
    Nunca houve uma pirâmide naquele lugar. Há sim uma ruína de características similares a sítios de culturas andinas. O que seria um fato novo na arqueologia nacional.
    Quem falou em pirâmide foi a reportagem da Gazeta do Povo de Curitiba em 2004 que interpretou as coisas de maneira bem confusa. Após sair esta reportagem o proprietário se assustou com as consequências de haver destruído parte do sitio e enterrou de novo a pavimentação e a parte de um muro de 15 m de comprimento que havia desenterrado. Levantou aquela estrutura de madeira em forma de pirâmide, que não é nada mais que quatro peças de madeira com 5 X 7cm de seção.Se tratava de uma embromação para dizer que era a diretriz da” Pirâmide” que iria coinstruir.
    Fez isto para justificar que iria fazer uma pirâmide de pedra e por isso teria escavado o local e terraplenado. Os desavisados de plantão começaram a falar na “ suposta pirâmide”e acabaram por desmoralizar a importância do sitio.
    Muitas pessoas sem conhecer o local nem os fatos ficam contestando infantilmente a existência de uma pirâmide ou não nesse local , como se isso fosse o mais importante.E como não vem pirâmide alguma ali, ficam fazendo juízos equivocados, principalmente porque não leram tudo o que se tem divulgado na internet nos últimos dois anos a respeito do assunto.
    Este sítio pode ser muito mais importante que uma eventual pirâmide., alias a colina do sitio vista de cima, nem tem forma de pirâmide.
    Quando o geólogo Paulo Roberto Martini foi ao local achou que aquela estrutura de madeira fraca, havia sido usada para desmontar um edifício que teria havido ali . Aquela estrutura não aguentaria levantar uma pedra de 100 quilos , quanto mais os blocos de 400 ou mais quilos, similares a aquele que está embaixo da estrutura e pesa 900 quilos.
    O que foi desmontado, foi o muro que tinha três m de altura junto com uma escada, segundo uma das pessoas que o desmontou , o resto foi enterrado para não ser visto. As pedras desse muro foram usadas para revestir um tanque de água com 30 m de perímetro na fazenda.Na verdade já vinham sendo usadas pedras do sitio para todas as obras da fazenda há mais de 20 anos .
    Com relação à falta de ação do IPHAN-SP da USP , se explica pelo péssimo laudo elaborado por dois professores da USP que foram ao local , investidos como peritos do Ministério Publico. Eles pouco viram , pouco estiveram e pouco investigaram. Com certeza não estavam interessados no assunto e muito menos capacitados analisar o sitio, apesar de seus títulos. Não entendiam nada de arquitetura pré- colombiana, Um deles, geólogo com mestrado em arqueologia , foi o orientador da tese de mestrado recente que exumou os cadáveres da família imperial para fazer estudos , e também ganhou o premio ”Ignóbil” , que é uma gozação à pesquisa mais inútil feita por um arqueólogo. O outro era antropólogo e hoje é o único perito que o Ministério Publico tem para todo o estado de São Paulo … Tirem suas conclusões.
    Mas o laudo que eles fizeram foi considerado suficiente para atender à falta de capacidade de ação dos organismos citados . Que alias já torciam o nariz pelo fato de ter se falado erradamente em “pirâmide”. Eles tem poucos recursos e muito menos vontade de pesquisar certas coisas , portanto qualquer laudo serviria para enterrar o assunto.
    O que aconteceu com o sitio arqueológico de Palmeiras. É que foi vitima de ignorância irresponsabilidade , acobertamento, ineficiência profissional , desinteresse e pedantismo da USP e do IPHAN-SP.
    Mas não vamos para de tentar investigar o caso.
    Abs. Carlos Pérez Gomar

    • Carlos, então quando o IPHAN diz (por telefone) que “O IPHAN já analisou e descartou a possibilidade de ser um sítio arqueológico, não havendo nada a ser preservado no local”, ele está se referindo ao laudo dos peritos do Ministério Público, correto? O IPHAN mesmo nunca foi até lá, pelo que entendi. E, se foi, deve haver um laudo, como você bem pontuou.

      O único órgão que pode reconhecer a existência de um sítio arqueológico é o IPHAN? Digo, se um grupo privado de arqueólogos fosse até o local e verificasse que se trata efetivamente de ruínas pré-colombianas, isso teria que ser obrigatoriamente reconhecido pelo o IPHAN ou há outras formas de se reconhecer oficialmente um sítio arqueológico?

      Gostaria de receber sim os documentos e continuar a conversa, como não encontrei seu email, deixo aqui o meu: cacancellara@gmail.com
      Muito obrigada

      • Niovas informações atualizadas sobre a ruína em Fazenda Palmeiras no blog : sitioarqueologicofazendapalmeiras.blogspot.com

  3. Assim como os VEGETAIS, MINERAIS, ANIMAIS E HUMANOS E ATÉ OS INSETOS, ENFIM, TUDO QUE PULSA VIDA NESTE BELO PLANETA TERRA, estão em plena TRANSIÇÃO PLANETÁRIA, portanto , tudo se transmutando para um fator PENTADIMENSIONAL DE FREQUÊNCIA ENERGÉTICA. Tudo está mudando e aflorando, aqui e agora, sendo que deveremos estarmos muito bem preparados dentro, para que tais mudanças não venham afetar tanto os nossos corpos físico, emocional e mental.
    Estamos realizando a GRANDE MUDANÇA DE CICLO, ONDE CADA UM DE NÓS NO TODO, TEM UM PAPEL, SINE QUA NON, IMPRESCINDÍVEL PARA A CONSOLIDAÇÃO DEFINITIVA DA FREQUÊNCIA CRISTALINA NA FACE DE GAIA, A NOVA TERRA, A NOVA ERA. Namastê e que a LUZ DE UMA NOVA CONSCIÊNCIA SEJA.

  4. É PRECISO QUE VENHAMOS NESTE CASO, RECORDARMO-NOS, OU LEMBRARMO-NOS DOS REINOS DE ATLANTIDA E LEMÚRIA, DUAS CIVILIZAÇÕES DE LUZ QUE HABITARAM A TERRA NO INÍCIO, OS MENCIONADOS NA BÍBLIA COMO GIGANTES. A VERDADE um dia terá, DEFINITIVAMENTE, DE VIR À TONA, quando o homem verá o quanto e por quando tempo, estamos sendo enganados, ILUDIDOS NO CAMINHO DA ESCURIDÃO. Namastê.

  5. Tudo, ou nada, dependendo do ponto de vista de cada um de nós. O que quero dizer e disse, é que tudo está em constante transmutação, aqui e agora, inclusive os MINERAIS. Somos todos um, NA UNIDADE DA CRIAÇÃO, portanto, nada se encontra separado, um do outro, apenas nossa impressão. Namastê.

  6. minha familia e de natividade e conta que muitos anos atras houve inundaçao,sera que bem antes disso acontecer tambem existiu ali alguma civilizaçao que tambem foram engolidos pelas aguas ?

    • Olá, Nilse, acredito que é possível sim.
      Acredito que esta civilização é de antes da chegada de Colombo à América.
      Obrigada pelo comentário!!
      Carla

  7. Caros amigos pesquisadores, Olá.

    Tenho uma empresa de Topografia com equipamentos modernos equipes montadas, ofereço desde já meus serviços aos senhores, para que possa ajudar nessas descobertas, pois tenho uma enorme vontade de participar de tamanha descoberta no Brasil.

    • Carla e David , vou entrar em contato pelo facebook com David, pois mesmo sem ir ao local , e possível que ele possa ampliar as informações que tentamos levantar pelos mapas aéreos do google, e mesmo talvez ele possa conseguir uma planta topográfica mais completa. As informações mais atualizadas sobre Palmeiras estão no blog: ” sitioarqueologicofazendapalmeiras.blogspot.com”
      Há mais uma formação perto de Natividade, a uns 15km de Palmeiras em linha reta que surgiu no levantamento do Google Earth de 2013, e agora no 2014 quase não aparece, mas é muito estranha e circular , estive no loca,l e à flor da terra não se vê nada , mas com certeza ali há algo enterrado perfeitamente circular , tenho fotos da formação e do terreno ali existente.
      Carlos Pérez Gomar

  8. Olá Carlos,
    sou Camila e gostaria de conversar com você sobre sua pesquisa relacionada a Pedra da Gávea. Tenh um grupo de estudos sobre o Rio de Janeiro e estamos desenvolvendo um projeto relacionado no qual o Sr pode se interessar em ser parte.
    desculpe se este não é o melhor meio de escrever sobre meu desejo de contato, porém não encontrei com mais clareza um contato direto consigo.
    Se puder retornar com seu email para camilalealferreira@gmail.com, agradeço muito!
    Obrigada
    Camila

  9. Sobre este mistério das pedras de Natividade da Serra, já pensaram que as civilizações pré-colombianas trabalhavam tudo em ouro e sabendo disso não há interesse em divulgar a descoberta e sim explora-la silenciosamente?

    • Renata: Com certeza esse foi o motivo para o dono da fazenda colocar todo seu pessoal para trabalhar escavando o lugar freneticamente ate com um bulldozer durante meses e anos , destruindo dois muros , uma ecada e um pavimento quase totalmente, posteriormente enterrando aspartes que ainda estavam em pé.Inclusive gastou tanto dinheiro nisso que esta quase falido Segundo o antigo capataz da fazenda muitos sacos foram levados para São Paulo com materiais que ele não soube o que continham .E claro que foi a possível descoberta de objetos em metal precioso que o enlouqueceu e fez a tremenda burrice de destruir o lugar em vez de tirar partido dele , uma vez que ele tem ali um hotel fazenda que esta às moscas. curiosamente o proprietário escreveu um romance histórico chamado “Cinirenaica” que podes acha-lo no mercado. Quero dizer que ele tinha uma boa noção da antiguidade, e é surpreendente que não tenha interpretado esta ruína de melhor forma .No entanto tenho esperança de que as coisas tomem outro rumo porque naquele lugar ainda há muita construção enterrada. Pelo que vi ate agora, estra ruína tem muitas semelhanças com a ruína de Gunung Padang na Indonésia tanto em implantação arquitetônica como metodologia de uso dos blocos de basalto. Já nos padrões dos blocos , se assemelha muito às arquiteturas andinas inclusive da antiga cultura Chavin do ano 1000 A.C. .Mas o que estou falando aqui é chines para o IPHAN de São Paulo, porque para eles “estas coisas não existem”, podes ver as ultimas informações que coloquei no blog sobre este sitio em :sitioarqueologicofazendapalmeiras.blogspot.com

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