As verdadeiras razões para a renúncia de Bento XVI.

11 de fevereiro de 2013. O dia começou com a inesperada notícia da renúncia do Papa Bento XVI. Inesperada para alguns, prevista por outros. O fato é que Bento XVI teria renunciado por outros motivos que não sua idade avançada e sua saúde debilitada, conforme a versão oficial.

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Todos sabemos que o Vaticano está envolvido em escândalos políticos, econômicos e sociais, e não é de hoje:

– A corrupção do Banco do Vaticano, envolvendo finanças escusas e lavagem de dinheiro;
– A acusação de que Bento XVI teria acobertado casos de pedofilia na igreja;
– A conspiração de roubo e divulgação de documentos secretos pelo mordomo do Papa;
– A associação do Vaticano com a máfia e a loja maçônica P2 (Propaganda Due) com planos de um governo fascista;
– Outros fatos amargos que envolvem o Vaticano, que tem uma antiga história repleta de traições, assassinatos, envenenamentos, e é acionista de indústrias de armamentos e cuja riqueza exorbitante engloba os terrenos mais valiosos de Londres, São Paulo, e várias outras cidades mundo afora. Isso sim é inesperado para a sede de uma igreja que se propõe a seguir e difundir a doutrina de Cristo.

Bento XVI também sofria com a falta de apoio da Cúria Romana e de cardeais da Santa Sé, que resistiam à sua proposta de transparência na igreja. Com o vazamento de documentos chamado Vatileaks, o Papa descobriu uma faceta desconhecida e obscura da Cúria. Ele ficou extremamente decepcionado e impressionado e, em dezembro, começou a pensar seriamente em sua renúncia.

Por outro lado, o Papa poderia também estar sendo chantageado a renunciar, depois do roubo de documentos do Vaticano que podem esconder escândalos ainda maiores dos que os revelados pelo mordomo. Relacionado a isso ou não, o jornal italiano Il Fatto Quotidiano revelou que o cardeal colombiano Dario Castrillon Hoyo teria entregado ao Papa, no início de janeiro deste ano, um documento em alemão alertando-o de que ele seria vítima de um complô que planejava matá-lo dentro dos próximos doze meses. O Vaticano, entretanto, negou a história.

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Um indício dessa briga interna de facções, na qual os mais conservadores querem ainda mais poder e consideram Bento XVI um obstáculo, é a de que o Papa estaria sendo pressionado para ser exilado de Roma, para não interferir na escolha de seu sucessor. E também a dica que deu na sua missa da última quarta-feira de cinzas, quando disse: “Penso em particular nos atentados contra a unidade da Igreja e nas divisões no corpo eclesial”.

Sendo assim, este é meu ponto de vista: o fardo a carregar, a resistência que sofria dentro do próprio Vaticano e, principalmente, a decepção, foram demais para que Bento XVI levasse seu pontificado até o fim de sua vida.

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