Desmascarando a tirania financeira. Parte 3 – Como os banqueiros do Federal Reserve controlam 80% da renda mundial

Desde 1913, a moeda dos Estados Unidos tem sido dominada e controlada por uma corporação privada chamada Federal Reserve System. O grupo imprime Federal Reserve Notes e as empresta para o tesouro americano. Ou seja, o governo paga juros para usar o dinheiro que o Fed imprime. Assim, contribuintes norte-americanos pagam juros para as famílias dos banqueiros do Federal Reserve para usar o dinheiro. O ex-presidente do Federal Reserve, Alan Greenspan, admite que o Fed é um órgão independente que não precisa se submeter ao governo: pode emprestar dinheiro a quem bem entender.

Graças aos esforços de congressistas americanos, foi revelado que o Federal Reserve emprestou secretamente 26 trilhões de dólares de 2007 a 2010 – a maior parte para salvar investidores estrangeiros incompetentes. Entre os dez maiores receptores estão: Citigroup, Morgan Stanley, Merrill Lynch, Bank of America, Barclays PLC, Royal Bank of Scotland Group, PLC, Deutsche Bank AG e UBS AG. Outra parte do dinheiro foi destinada a bancos centrais estrangeiros, para financiar resgates em outros países.

Imagine o que esses 26 trilhões de dólares poderiam ter feito pela população americana, se não tivessem sido direcionados a recuperar as instituições financeiras que começaram com a crise. O valor é maior que o débito total dos Estados Unidos.

Em novembro, o congressista Bernie Sanders revelou que, além de emprestar todo esse dinheiro, o Federal Reserve também é dono das agências financeiras que deveria regular. Veja aqui.

“O GAO (auditoria) também revelou que muitos diretores dos 12 Federal Reserve Banks vêm exatamente das mesmas instituições financeiras que o Fed deveria regular. (…) Em outras palavras, as pessoas que regulam os bancos são exatamente as mesmas pessoas que estão sendo reguladas”.

Vem a pergunta: esse dinheiro foi suficiente para restaurar essas instituições? Não. Elas continuam em débito. Graças a desregulamentações, essas instituições puderam gastar dinheiro que não existia. E o débito de apenas quatro delas virou uma bomba de 600 trilhões de dólares. – dez vezes mais que todo o dinheiro do mundo.

Neste ponto, parece que tudo o que os americanos têm que fazer é acabar com o Federal Reserve, deixar o tesouro americano imprimir seu próprio dinheiro e permitir que algumas grandes corporações colapsem e se reestruturem, certo?

Não. O buraco é mais embaixo, e envolve mais do que o Federal Reserve e banqueiros próximos. O Federal Reserve parece estar no epicentro de um vasto diretório de companhias que podem ter até 80% de toda a riqueza mundial. Três cientistas do Swiss Federal Institute of Technology em Zurique fizeram um estudo em que comprovaram que um núcleo de 1318 empresas detêm 80% da riqueza do mundo, via participações em muitas outras empresas. Saiu na New Scientist.

Mais do que isso, uma “super entidade” de 147 corporações totalmente interconectadas controla 40% da riqueza mundial.

E que tipo de companhias você acha que são essas 147? Bem, 75% delas são instituições financeiras. E as 20 principais devem soar bastante familiar: incluem Barclays Bank, JP Morgan Chase & Co., Merrill Lynch, UBS, Bank of New York, Deutche Bank e Goldman Sachs. O documento ainda confirma que elas estão em posição de exercer um controle considerável, seja via negociações formais ou informais. Por informais entendemos a forma com que o Fed enviou secretamente 26 trilhões de dólares aos grandes da “super entidade” de 147 companhias.

E em que corporações e indústrias as companhias dessa “super entidade” do Federal Reserve investem? Para ter tanto lucro, elas devem obrigatoriamente investir na indústria do petróleo, farmacêutica e de defesa. Quer uma prova? Vide a Standard Oil Company, de Rockefeller. A Standard Oil of New Jersey virou Esso, depois Exxon e, finalmente, ExxonMobil, a companhia mais lucrativa do mundo. A Standard Oil of California virou Chevron. E assim aconteceu com mais duas das maiores companhias da indústria petrolífera.

Outro exemplo: o Federal Reserve (no caso, de novo os Rockefeller) também financiaram o American Medical Association, que regula os produtos farmacêuticos. Segundo G. Edward Griffin, em The World Without Cancer, com o objetivo de controlar a indústria farmacêutica.

Amarrando tudo:

O Federal Reserve parece controlar, direta ou indiretamente, 1318 corporações que detém 80% do lucro mundial. 147 corporações deste grupo estão totalmente interconectadas, e ganham 40% da riqueza mundial. Por exemplo: Oito das nove maiores corporações de mídia possuem executivos de empresas de seguros/farmacêuticas atuando em seu board diretivo.

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